Farida era professora no Afeganistão, onde vivia com seu esposo Mustafa, o filho do casal, Eiman, e a sogra, Bibi. A vida da família foi profundamente abalada quando o Talibã retomou o controle do país. As mulheres perderam o direito de trabalhar, estudar e até de sair sozinhas. A repressão se intensificou e a insegurança tomou conta do dia a dia.
A tragédia atingiu diretamente a família quando o sogro de Farida — pai de Mustafa — foi executado pelo Talibã. Após esse episódio, tornou-se impossível continuar vivendo no país. Com medo e sem perspectivas, a família decidiu buscar refúgio no Brasil.
A viagem foi marcada por dificuldades. Sem dinheiro suficiente, Farida precisou pedir ajuda financeira para conseguir pagar as passagens. Apesar dos obstáculos no trajeto, ao chegarem no Brasil, foram acolhidos com solidariedade e não enfrentaram grandes dificuldades na chegada.
Agora, Farida sonha com um recomeço. Quer aprender português, ingressar em uma universidade e garantir uma boa escola para seu filho, Eiman. Ao lado de Mustafa e Bibi, ela busca reconstruir a vida da família em um lugar onde possam viver com liberdade, dignidade e segurança.
